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Dra. Elária Pacífico CRM-GO 40.249 Atuação Nacional

O que a medicina diz do
seu caso não está escrito
em português jurídico.

Perícia judicial e assistência técnica em todas as áreas da medicina. Eu leio prontuário, exame e laudo pelo que eles tecnicamente sustentam — e traduzo isso para a linguagem que o processo usa.

Dra. Elária Pacífico Rocha

“O perito judicial já vai fazer o laudo. Por que eu preciso de você?

É a pergunta certa. E a resposta é simples: o perito judicial responde ao juízo. Ele não trabalha para a sua tese e não tem obrigação de procurar o que favorece o seu cliente.

Ele examina o que lhe foi apresentado, responde aos quesitos que recebeu e entrega. Se os quesitos foram mal formulados, ele responde mal. Se o prontuário tem uma inconsistência que ninguém apontou, ela passa. Se a conclusão foi além do que o exame sustenta, ninguém contesta — porque, do outro lado, não havia médico.

O assistente técnico é o único médico do processo que está do seu lado.

E há um detalhe de tempo que decide causas: depois que o laudo pericial é juntado, sua margem de manobra encolhe. Assistência técnica que entra antes da perícia vale muito mais do que impugnação que entra depois.

Eu não analiso a doença. Analiso o documento que a registrou.

A maior parte dos processos com prova médica não é decidida pelo diagnóstico. É decidida pelo que ficou escrito sobre ele — e, com frequência, pelo que não ficou.

Um prontuário não é um relatório. É um documento produzido sob pressão assistencial, muitas vezes em atendimento corrido, às vezes preenchido depois. Ele tem lacunas, repetições copiadas da evolução anterior, incoerências de data e horário, condutas registradas sem a reavaliação correspondente. Cada uma dessas falhas é um ponto técnico — a favor ou contra o seu cliente.

Por que eu enxergo isso: eu escrevo prontuário. Hoje, toda semana, em plantão de hospital e de UPA. Quem se afastou da assistência lê o registro médico como texto. Eu leio como quem escreve aquele texto.

É por isso que atuo em todas as especialidades: meu objeto de análise não é a doença — é o documento. E o documento é o mesmo em toda a medicina.

O que eu procuro em cada caso:

  • Coerência entre queixa, exame físico e conduta adotada
  • Compatibilidade entre o mecanismo alegado e a lesão descrita
  • Cronologia — o que foi registrado, quando, e o que ficou sem registro
  • Sustentação: se a conclusão do laudo cabe dentro do que os exames mostram
  • Aderência da conduta ao protocolo vigente à época dos fatos
  • O que deveria constar no registro e não consta

Imagine que 37 minutos escondam o ponto que decide um processo.

O tipo de achado que passa despercebido quando ninguém lê o prontuário do lado da parte.

Dra. Elária Pacífico Rocha

Imagine uma pessoa admitida em 12/03, às 07:48, após uma queda da própria altura. Ela relata dor no quadril direito e só consegue deambular com auxílio.

Às 08:15, o raio-X de bacia é descrito como sem fratura evidente. É administrada analgesia venosa. Às 08:52, apenas 37 minutos depois, vem a alta com orientações e sintomáticos — sem reavaliação registrada.

60 horas sem registro de reavaliação

Em 14/03, às 21:30, há retorno com dor mantida e impotência funcional. A tomografia mostra uma fratura de colo femoral.

A alta foi dada 37 minutos após o raio-X, sem reavaliação registrada. A fratura não estava ausente — estava não documentada.
Como eu atuaria neste caso

Eu reconstruiria a cronologia e confrontaria a dor persistente, a dificuldade para deambular, o exame físico, os limites do raio-X inicial e o protocolo vigente. Verificaria se havia indicação de reavaliação clínica, observação, repetição de imagem ou exame complementar antes da alta e formularia quesitos objetivos sobre oportunidade diagnóstica, nexo causal e repercussão do atraso. Assim, o caso deixa de ser apenas uma fratura descoberta depois e passa a responder à pergunta técnica central: a alta sem reavaliação e sem investigação adicional foi adequada aos sinais registrados?

Áreas em que eu atuo:

Áreas do direito

Previdenciário
Incapacidade, auxílio-doença, auxílio-acidente, aposentadoria por invalidez, BPC/LOAS
Trabalhista
Acidente de trabalho, doença ocupacional, nexo técnico, redução da capacidade laborativa, insalubridade
Cível
Erro assistencial, dano estético, dano moral com fundamento médico, responsabilidade civil
Criminal
Lesão corporal e sua gradação, nexo causal em óbito, capacidade e avaliação crítica de laudo de corpo de delito
Securitário
Invalidez, DPVAT, sinistro, carência, alegação de doença preexistente
Planos de saúde
Negativa de cobertura, urgência, indicação e pertinência técnica

Especialidades médicas

Ortopedia e traumatologia Neurologia e neurocirurgia Psiquiatria Cardiologia Oncologia Pneumologia Ginecologia e obstetrícia Cirurgia geral e especialidades cirúrgicas Clínica médica Reumatologia Endocrinologia Otorrinolaringologia Oftalmologia Dermatologia Infectologia Nefrologia Medicina do trabalho Medicina intensiva e emergência

Uma ressalva: Minha análise não depende de eu ser especialista na doença — depende de eu saber ler o documento que a registra, confrontá-lo com o que se alega e com a literatura vigente.

Quando o caso exige profundidade clínica de uma subespecialidade, eu deixo isso claro desde a análise inicial e, se necessário, trabalho em conjunto com um consultor da área. Não fecho um contrato para assinar um parecer que eu não possa sustentar tecnicamente em audiência.

Urgência, emergência e paciente crítico

Em uma frente específica, eu não trabalho apenas com o documento — trabalho com o cenário que o produziu.

Plantão ativo em hospitais e UPAs pelo estado de Goiás. Aprovada em Residência Médica em Medicina Intensiva pelo ENARE. Certificada em ACLS, PALS e NALS.

Em casos de acidente e politrauma, atendimento em pronto-socorro, internação em terapia intensiva, conduta em parada cardiorrespiratória e nexo causal em óbito, os protocolos que estarão em discussão são os mesmos que eu aplico no plantão.

01

Análise de viabilidade técnica

Antes de você investir tempo e dinheiro no processo, eu leio a documentação médica e digo o que ela sustenta — e o que não sustenta. É a etapa que evita entrar numa tese que a medicina não fecha.

Para decidir se ajuíza, se acorda, ou se muda a estratégia.

02

Formulação de quesitos

Quesito mal formulado é laudo perdido. Eu construo as perguntas técnicas que obrigam o perito a enfrentar o ponto que decide o caso — e fecho as saídas para respostas evasivas.

A fase mais barata e mais decisiva do processo.

03

Parecer médico-pericial

Documento técnico fundamentado em prontuário, exames e literatura médica atual, escrito para ser lido por juiz — não por médico. Cada conclusão vem com a referência que a sustenta.

Para instruir a inicial, a contestação ou o recurso.

04

Impugnação e análise crítica de laudo

Eu leio o laudo pericial procurando o que ele não fez: critério desatualizado, exame não valorizado, conclusão sem base no prontuário, salto lógico entre achado e diagnóstico. E entrego isso em linguagem processual.

Quando o laudo veio contra e você precisa de material para atacar.

05

Acompanhamento de perícia

Presença técnica no ato pericial, garantindo que os pontos relevantes sejam examinados e registrados. O que não é apontado na hora dificilmente se recupera depois.

Casos de alto valor de causa ou alta complexidade clínica.

É desse jeito que funciona, do primeiro contato à entrega:

01

Você envia o caso

WhatsApp ou e-mail, com a documentação médica que tiver. Não precisa estar organizada.

02

Leitura técnica inicial

Eu analiso e retorno em até 6h úteis dizendo se há material técnico para trabalhar, o que falta, e qual serviço faz sentido.

03

Proposta e prazo

Escopo, honorários e prazo definidos por escrito antes de qualquer trabalho começar. Sem surpresa.

04

Entrega e suporte

Você recebe o documento e o suporte para usá-lo: dúvidas técnicas, ajustes de linguagem, preparação para audiência ou perícia.

Prazo padrão de entrega: 5 a 7 dias úteis. Casos com prazo processual em curso: consulte disponibilidade.

Dra. Elária Pacífico Rocha

Quem assina o parecer

Dra. Elária Pacífico Rocha

CRM-GO 40.249

Médica formada pelo Centro Universitário de Goiatuba, com capacitação em Perícia Judicial e formação continuada em perícia sob mentoria especializada.

Mantém plantão ativo em hospitais e UPAs pelo estado de Goiás, com prática assistencial diária — o que mantém a leitura do registro médico próxima de como ele é efetivamente produzido.

Aprovada em Residência Médica em Medicina Intensiva pelo ENARE. Certificada em ACLS, PALS e NALS.

O prontuário que está no seu processo é o mesmo tipo de documento que eu preencho no plantão desta semana. Eu não interpreto o registro médico de fora — eu o produzo.

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Perguntas frequentes

Sobre a função

05 perguntas
Qual a diferença entre perito judicial e assistente técnico?

O perito é nomeado pelo juízo e responde ao juízo — é equidistante das partes. O assistente técnico é indicado por uma das partes e faz a leitura médica em favor dela, dentro dos limites da ética médica. São funções distintas e legalmente previstas. Ter assistente técnico não desqualifica o perito: garante que a parte tenha leitura médica própria.

Ter assistente técnico não passa a impressão de que estou desconfiando do perito?

Não. É prática processual comum e prevista em lei. O que o juízo observa é a qualidade técnica do que foi apresentado, não o fato de a parte ter se assessorado. Discordância fundamentada é contribuição ao processo, não afronta.

Em que momento do processo eu devo te acionar?

Quanto antes, melhor — idealmente antes da perícia, na fase de quesitos. É a intervenção mais barata e a de maior impacto. Depois do laudo juntado ainda se trabalha via impugnação, mas o esforço é maior e o resultado menos previsível.

E se o laudo já foi juntado e veio contra?

Ainda há caminho: análise crítica do laudo, identificação de vícios técnicos, contradições com o prontuário, critério desatualizado ou conclusão que extrapola o que os exames sustentam. É material para impugnação, pedido de esclarecimentos, nova perícia ou recurso. Me envie o laudo e o prontuário: na leitura inicial eu digo se há o que atacar e por qual via.

Você garante que a decisão será favorável?

Não. Nenhum profissional sério garante resultado, e prometer isso é vedado pelo Código de Ética Médica. O que eu garanto é análise técnica fundamentada, honesta e defensável. Se a documentação não sustenta a tese, você fica sabendo antes de investir, não na audiência.

Sobre valores

03 perguntas
Quanto custa?

Depende do serviço e da complexidade do caso. Você recebe proposta fechada por escrito, com escopo, prazo e valor, antes de qualquer trabalho começar — nada é iniciado sem o seu aceite.

Posso contratar só a análise de viabilidade, sem seguir com o parecer?

Pode, e muitos casos começam assim. Você contrata apenas a leitura técnica inicial, recebe o diagnóstico do que a documentação sustenta e do que falta, e decide a partir dali se faz sentido seguir para parecer, quesitos ou impugnação. Não há obrigação de contratar as etapas seguintes.

Dá para parcelar ou vincular ao êxito?

Parcelamento, sim — conversamos caso a caso. Honorário vinculado a resultado, não: além de comprometer a imparcialidade técnica do parecer, é um arranjo que fragiliza o próprio documento se questionado no processo.

Sobre o escopo

05 perguntas
Você atende qualquer especialidade médica?

Atuo na análise documental de casos em todas as áreas da medicina, porque meu objeto de trabalho é o registro médico — que é o mesmo em toda a medicina. Quando o caso exige profundidade clínica de subespecialidade, eu informo e trabalho com um consultor da área. Não assino parecer que eu não sustente.

Qual é o seu diferencial em relação a outros assistentes técnicos?

Eu mantenho prática assistencial ativa, em plantão de hospital e UPA. Isso significa que eu leio o prontuário do seu processo do mesmo lugar de quem o escreve — e enxergo as lacunas, incoerências de cronologia e anotações retrospectivas que passam despercebidas para quem se afastou da assistência. Além disso, tenho profundidade adicional em urgência, emergência e paciente crítico.

Você trabalha para o autor ou para o réu?

Para os dois. A análise técnica é a mesma; o que muda é a parte que a contrata. Atuo tanto na sustentação quanto na defesa, incluindo casos de erro assistencial em que o assistido é o médico ou a instituição.

Você atende fora de Goiás?

Sim. Análise documental, parecer, quesitos e impugnação são feitos à distância, sem prejuízo de qualidade. Para acompanhamento presencial em ato pericial, consulte disponibilidade e deslocamento.

Você atende pessoa física, sem advogado?

Sim, para parecer técnico e orientação médico-legal. Mas se o caso é judicial, o parecer rende muito mais nas mãos de um advogado. Se você ainda não tem, oriento sobre isso.

Sobre o trabalho

05 perguntas
Meu cliente precisa ser examinado por você?

Nem sempre. Boa parte do trabalho — análise de prontuário, quesitos, impugnação — é documental. Quando o exame direto agrega, eu informo.

Que documentos eu preciso enviar?

O ideal: prontuário e/ou ficha de atendimento, laudos e exames complementares, laudo pericial (se houver), peça processual relevante, e CAT em caso de acidente de trabalho. Não precisa estar organizado — pode enviar como estiver.

E se eu não tiver o prontuário completo?

Envie o que tem. Parte do meu trabalho é justamente identificar o que falta e orientar como requisitar — inclusive porque a ausência de um registro que deveria existir é, em si, um ponto técnico aproveitável.

Qual o prazo de entrega?

5 a 7 dias úteis a partir do aceite da proposta e do recebimento da documentação. Casos com prazo processual em curso: me informe a data-limite que eu verifico a viabilidade de prioridade.

Como funciona o sigilo?

Sigilo médico é obrigação legal e ética, não diferencial. Toda documentação recebida é tratada sob sigilo profissional e nada é compartilhado sem sua autorização expressa.

Contato

Manda o caso. Eu te digo o que ele sustenta.

Você recebe a proposta com escopo, prazo e valor antes de qualquer trabalho começar. E descobre em horas, não em meses, se a documentação médica sustenta a sua tese — em vez de descobrir isso no meio da audiência.

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